Bulimia, como identificar esse tipo de transtorno alimentar

Há Pessoas que buscam o corpo mais perfeito possível a todo custo. O anseio de ser magro pode desencadear doenças e algumas das mesmas são mais complicadas de reconhecer porque não geram mudanças físicas na pessoa. Uma delas é a bulimia, que está mais ligada a comportamentos nada saudáveis do que ao emagrecimento demasiado.

Bulimia

O que é a bulimia

É uma pertubação em que o paciente ingere grandes porções de alimentos calóricos (doces ou massas, por exemplo) e, em seguida, lança mão de processos nocivas à saúde a fim de evitar ganho de peso.

 

A psicoterapeuta Maura Albano explica que os fator que levam a esse transtorno se assemelham àqueles da anorexia, como padrões estéticos definidas pela sociedade em que o culto à magreza predomina pressão familiar e social, predisposição genética, traumas e baixa autoestima.

Bulimia

Sintomas e consequências da bulimia

Distorção da autoimagem (a pessoa sempre se vê gorda, mesmo quando o espelho mostra o contrário)

  • Dietas severas seguidas de uma ingestão compulsiva de alimentos.
  • Idas ao banheiro rapidamente. após as refeições para forçar vômito.
  • Uso indiscriminado de diuréticos e laxantes.
  • Uso de suplementos para emagrecer
  • Anseidade.
  • TOC

A combinação desses fatores pode causar riscos à saúde do paciente e as consequências podem incluir inflamação na garganta, destruição do esmalte dos dentes, sangramentos, alterações hormonais e de humor, problemas gastrintestinais, desidratação, arritmias cardíacas, depressão, entre outros problemas.

Diagnóstico e tratamento da bulimia.

Maura Albano explica que um dos desafios para o diagnóstico desse transtorno alimentar é que a mudança física não é tão aparente e, por isso é tão importante observar o comportamento dessas pessoas em relação à alimento “Muitas vezes, pessoas com corpo aparentemente saudável e dentro dos padrões estéticos estabelecidos apresentam quadros de bulimia. Como esses comportamentos que caracterizam a doença são feitos às escondidas, é comum o diagnóstico ocorrer quando o pertubação já está bem desenvolvido”.

Maura Albano explica que, para que seja feito o diagnóstico de bulimia, há um consenso no tutorial do Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-IV), em que é necessária a presença de um quadro de compulsão alimentar, normalmente acompanhado de mais um sintoma. Não há, no entanto, uma definição quanto à prevalência dessas ocorrências. “Há estudos que defendem que o paciente deve apresentar dois episódios por semana de ingestão descontrolada de alimentos, durante um mínimo de três meses, para ser definido como portador de bulimia nervosa”, diz.  Mas esse não é um consenso.

O guia diz que o processo de ingestão exagerada, acompanhado da culpa e incapacidade de parar, deve acontecer em um período de duas horas. “Mas como se trata de algo subjetivo e nenhum caso é igual ao outro, é essencial que pessoas vizinhas observem a frequência desses sintomas”, aconselha Maura.

Tratamento da doença.

O tratamento da doença deve acontecer de forma multidisciplinar. Isso quer dizer que é realizado em conjunto, por profissionais psicólogo (a terapia cognitivo-comportamental é indicada), psiquiatra e nutricionista, que irá estruturar um plano alimentar adequado a esse paciente. Pode ser necessário o uso de medicamentos antidepressivos e estabilizadores do humor.

Há ainda equipes de suportes que tendem a ajudar pessoas que padecem desse transtorno. “Esse é um processo difícil e doloroso não só para o paciente como também para aqueles que convivem com ele. Por isso, é importante um acompanhamento próximo de familiares e, em alguns casos, a terapia familiar também é indicada”, recomenda o profissional

Há quem busque o corpo mais perfeito possível a todo custo. O desejo de ser magro pode desencadear doenças e algumas delas são mais difíceis de reconhecer porque não geram mudanças físicas na pessoa. Uma delas é a bulimia, que está mais ligada a comportamentos nada saudáveis do que ao emagrecimento demasiado.